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Mamãe nunca fez um bolo, mas me concedeu o útero quentinho por nove meses...


O mistério inteiro da minha vida está contido aqui e agora, nesta quinta-feira, dia 24 de março de 2022. Hoje é o dia da semana que eu nasci, às 8h da manhã. Luís abre a janela do escritório e já está anunciado, agora às 6h da manhã, que este dia será lindo, encantado, abençoado, pleno de milagres!


O magnífico de tudo isso é o mistério da alquimia das palavras que se organizam no processo de escrever, pois ontem a minha última ação, de um dia intenso de trabalho, foi a minha conversa por telefone com a mamãe. E como a vida tem me surpreendido demais com acontecimentos positivos e milagrosos nestes dias, eis que a mamãe me fala assim:


- Filha, fui à rua com Mundim e Vilma, comprei a sua passagem da nossa volta à São Paulo, o número da poltrona é 14. Outra coisa filha, dessa vez eu estou bem de bolso, então essa passagem é de presente para você, portanto não precisa pagar, viu, Tereza!


Fiquei meio sem palavras, mas logo a gratidão passeava pelo meu sangue, quente e vivo, como aquele embrião latente no ventre daquela criatura plena de amor e calor que nas mesmas construções simbólicas de uma receita mágica sem enganos, equívocos ou erros, Deus me fabricou no ventre daquela mulher, incrivelmente linda, plena de doçuras, que

mesmo aos 95 anos de vida, não deixou a vida azedar. Mamãe continua me gestando com seu amor, com deliciosos pedaços de bolos da generosidade, da fé, da esperança, da religiosidade e do caminho para a espiritualidade com passos e gestos bem macios e quentinhos, como foram aqueles nove meses que morei dentro das suas entranhas, e milagrosamente a minha vida passou a existir por vontade divina e permissão desta criatura plenificada do amor divino em si, Dona Rosália, Rosa, Rosário minha mãe, eu te amo hoje, com amor novo, inteiro, grandioso, pleno de gratidão pelo milagre da vida que você me deu!


Gratidão!



Feliz dia para a minha mãe, Dona Rosália e a todas as mulheres que aceitaram essa nobre missão de ser mãe e sabem o que é amor de verdade!

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Autoria: Tereza Barreto & convidada, Selma Gueris



É um livro que descreve mamãe, Rosália Oliveira Barreto, exímia bordadeira, uma mulher de fé, coragem e de muita sabedoria.


Rosa, porque mamãe adora rosas; Rosário, porque esse objeto é sagrado e faz parte do dia a dia dela, e juntando os dois, nasce Rosália, uma pessoa inigualável.


O objetivo desse livro é mostrar como podemos ser sustentados pela oração, pois isso é o que mamãe faz o tempo todo, reza e ao mesmo tempo disponibiliza toda a sua bondade e caridade em prol do seu próximo, com os seus 95 anos de idade.




Quero deixar registrada a minha gratidão ao Rogério Chiaravalli, à direção do programa Faça Você Mesmo, à TV Aparecida e ao Brasil inteiro que nos assistiu.


Compartilho, com muita alegria e gratidão, as fotos do lançamento:






Esse é o legítimo pé de rosa branca de Rosália!


Essa muda veio da Bahia, curou seus olhos, conforme escrevi no livro: Rosa, Rosário, Rosália.


No dia do lançamento, em Aparecida, misteriosamente um botão se abriu ali naquela mesma hora....

Será o anjo Cabuquim mandando uma mensagem de amor para Minita? Ou será o próprio dono do universo nos trazendo novas esperanças e novos acalantos para continuarmos seguindo nossos próximos segundos aqui, neste ciclo de eternidade?


Sim, eu continuo acreditando em milagres, amém e assim é 🙏🙌


Tereza Barreto

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Jean-Yves Leloup


Somos passantes

Este tema da passagem é o tema da Páscoa.

Pessah em hebraico, quer dizer passagem.

A passagem, no rio, de uma margem à outra margem, a passagem de um pensamento a outro pensamento, a passagem de um estado de consciência a outro estado de consciência.

A passagem de um modo de vida a um outro modo de vida.

Somos passageiros.

A vida é uma ponte e, como diziam os antigos, não se constrói sua casa sobre uma ponte.

Temos que manter, ao mesmo tempo, as duas margens do rio, a matéria e o espírito, o céu e a terra, o masculino e o feminino e fazer a ponte entre estas nossas diferentes partes, sabendo que estamos de passagem.

É importante lembrar-se do carácter passageiro de nossa existência, da impermanência de todas as coisas, pois o sofrimento geralmente é de querermos fazer durar o que não foi feito para durar.

A grande páscoa é a passagem desta vida mortal para a vida eterna, é a abertura do coração humano ao coração divino.

É a passagem da escravidão para a liberdade, passagem que é simbolizada pela migração dos hebreus, do Egito para a terra Prometida.

Mas não é preciso temer o Mar Vermelho.

O mar de nossas memórias, de nossos medos, de nossas reações.

Temos que atravessar todas estas ondas, todas estas tempestades, para tocar a terra da liberdade, o espaço da liberdade que existe dentro de nós.

Somos passantes.

Creio que esta palavra é verdadeiramente um convite para continuarmos nosso caminho a partir do lugar onde algumas vezes paramos.

Observemos o que pára a vida em nós, o que impede o amor e o perdão, onde se localiza o medo dentro de nós.

É por lá que é preciso passar, é lá o nosso Mar Vermelho.

Mas, ao mesmo tempo, não esqueçamos a luz, não esqueçamos a liberdade, a terra que nos foi prometida.

Boa Passagem!





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