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Em 2021, Tereza Barreto traz uma grande novidade!

Apresantamos a
Editora Flor de Ouro

Conheça mais sobre esse projeto!

Como nasceu a Editora Flor de Ouro

Na verdade, nada no grande universo de Deus nasce por acaso, tudo tem um propósito, tudo tem uma missão, uma finalidade a ser cumprida aqui nos nossos ciclos de eternidades.

 

Acredito que o meu texto Fábrica de Girassóis, escrito em 2004 que copio a seguir fala por si só, como nasceu essa minha paixão pelos girassóis...

Mas, a partir de 2016, ao lançar o meu primeiro livro Milagres Bordados encontrei grandes obstáculos e ouvi muitos nãos de editoras poderosas e conceituadas, então eu tinha dois caminhos para escolher, guardar o meu grande sonho de ser escritora na matula junto com a amargura e sentimento de derrota ou arregaçar as mangas e efetivamente construir a minha verdadeira fábrica de girassóis.

Naquele momento, eu tinha pensado apenas nas publicações dos meus livros, mas com a chegada da pandemia e do isolamento social, surgiram os cursos de formação de multiplicadores da Bola da Felicidade!  

Neste curso de formação temos como requisito fundamental o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que se refere a confecção da bola e a escrita da autobiografia a partir dessa intensa vivência de arteterapia e autocura através do bordado.

Essa formação on-line, graças ao nosso bom Deus, se transformou num grande sucesso! 

Foi então que senti dentro do meu coração, uma vontade de compartilhar a editora girassol com todas as participantes do curso de multiplicadoras da bola da felicidade. Aleluia!

E, é com grande alegria e jubilo que escrevo esse editorial do mês de maio /21, para comunicar o lançamento do livro “Vida: Um Cacto com Espinhos e Flores” de Selma Gueris, da Cidade de Cruzeiro do Oeste-PR. Será o primeiro lançamento de uma participante do curso de formação de multiplicadores da Oficina da Bola da Felicidade, on-line, glórias aleluia! Deus seja louvado agora e sempre, amém!

 

Tereza Barreto
 

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A FÁBRICA DE GIRASSÓIS

Essa paixão nasceu no ano de 1997 após passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor no fígado que, por milagre divino, deu uma espécie benigna. Após essa experiência de susto ou recado do Dono do Universo, decidi rever a minha lida, a minha vida, os meus sonhos, os meus valores, e, a primeira coisa que fiz foi deixar de pagar para viver, ou seja, parei de pagar aluguel e mudei-me para uma edícula, num pequeno terreno que eu havia comprado há algum tempo, localizado no Jardim Carmem Cristina – Município de Hortolândia, estado de São Paulo.

Ao chegar naquele lugar, logo percebi que as pessoas jogavam todo o lixo de suas casas nas ruas e calçadas deixando o lugar com a cara das inúmeras favelas existentes nesse país.

Então, tive a ideia de desenvolver um projeto de conscientização a respeito do lixo, tendo como slogan (cate o lixo e plante uma flor).

Naqueles primeiros dias de vida (sem pagar) tudo brilhava em mim, tudo estava encantado naquele pedacinho de terra que eu chamava de meu, vi as estrelas como faíscas de ouro puro dançarem exclusivamente para mim nas noites mais escuras e de pura solidão. Era maravilhosa aquela sensação de liberdade, o cheiro da terra, os pés no chão.

Num dia, daquele tempo mágico, voltando do trabalho, dentro de um ônibus circular de Campinas para o Jardim Carmem, lotado de passageiros desse bairro, foi que ouvi e vi, um senhor descrevendo, em alto tom, à uma senhora sentada ao seu lado, uma plantação de girassóis que ele havia visitado no interior de Goiás. Segundo ele era uma terra com milhões de pés de girassóis floridos, parecendo um imenso tapete de flores amarelas estendido sobre a terra.

Cada palavra ouvida transformou-se em fotografias vivas em minha memória que guardo dentro de mim como se eu estivesse ouvindo tudo novamente. A partir daquele momento, saltando do ônibus, a minha cabeça fervilhava com a visualização daquela fazenda de girassóis. Foi então que decidi, assim que eu terminasse a construção do muro, plantar uma rua de girassóis ao redor dele para enfeitar aquele lugar.

Na primeira oportunidade que tive de passar pelo mercado municipal de Campinas entrei numa loja dessas que vendem sementes agrícolas, e fui logo perguntando se eles vendiam sementes de girassóis. Foi a minha alegria quando a vendedora disse que sim! Quase nem esperei o final do sim e logo pedi 500g. Não via a hora de chegar o final de semana para plantar àquelas sementes.

E foi num domingo bem cedo que elas foram plantadas. Alguém havia me ensinado que a terra precisa estar fria para que as sementes possam inspirar do milagre da terra fresca e então germinar. Após esse plantio, minha vida transformou-se numa espera impregnada de fé e esperança. Eu as regava todas as manhãs e tardes numa expectativa imensa de vê-las nascer…

Até que um dia, pequenos brotinhos emborcados começaram a surgir lentamente como um milagre pequeno que vai crescendo, crescendo e CRESCENDO…  Foi lindo aquele tempo dos girassóis!

Em poucas semanas, os pés estavam grandes e os botões despontavam bem pequenos e depois maiores, mas ainda bem encurvados e contidos.

 Era um ritual cheio de charme, o fato era que eles ainda não queriam se mostrar e eu não os entendia.  Tudo o que eu queria era vê-los florescer!!!

Naquele tempo, até o meu regresso do trabalho deixou de ser solitário, já que ali haviam girassóis quase florescendo à minha espera para serem regados. Aquele ritual era único, o cheiro da terra molhada, a quietude da tarde, os pássaros em busca de aconchego, a chegada de mansinho da noite, as primeiras estrelas surgindo. Eram dias únicos, intensos e quase assustadores.

A minha alegria, quase sem exigência, não me informava que ali moravam muitas pessoas estranhas. Era um bairro de periferia, ao lado de um acampamento do M.S.T. e eu estava absolutamente sozinha.

Os sonhos me avisaram com grande nitidez que eu estava correndo risco de vida naquele lugar, principalmente depois que comecei a plantar na cabeça das crianças uma ideia bem legal: "Cate o lixo e plante uma flor" e distribuí um pouco das minhas sementes de girassóis para que iniciássemos a execução do projeto, o qual transformaria aquele lugar sujo e feio num imenso plantio de girassóis igual ou até mais bonito que àquele descrito pelo viajante!!!

Porém, eu estava pisando em um campo minado, uma vez que ali havia um grupo de políticos que não permitia a chegada de novos moradores, principalmente se estes tivessem novas ideias e projetos. Estes novos significavam um tipo de ameaça certa nas próximas eleições, considerando que ali já tinha um efetivo.

Além dos sonhos, recebi outros avisos. O primeiro foi verbal, como convites para participar de vários grupos existentes naquele bairro tais como a associação dos moradores de bairros, o grupo das mulheres, o grupo das igrejas tanto a católica como as evangélicas, queriam saber o que eu estava pensando e planejando, enfim, fui até muito aplaudida numa reunião da associação dos moradores de bairro ao defender ingenuamente a ideia de limpar e enfeitar aquele lugar, mas depois vieram as  latadas de lixo jogadas dentro do meu quintal, olhares e palavras insinuantes que questionavam aquele meu pequeno projeto que consistia num simples  gesto, que era recolher o lixo e plantar uma flor nas calçadas e terrenos baldios que, na maioria dos lugares, viram depósitos de sujeira.

Infelizmente, no dia seis de maio daquele ano, numa terça feira, eu fui tragicamente impedida de contemplar o florescer daqueles girassóis. Era outono, quase noite, por volta das 19 horas, voltando do meu trabalho eu fui bruscamente agredida com um murro no rosto por um homem que morava na rua da frente ao meu terreno e que, por um milagre, ele não fez o segundo ataque com uma enxada que carregava sobre os seus ombros. Foi milagre mesmo, pois na hora daquela tragédia, tive apenas um segundo para levantar os olhos aos céus e pedir ao nosso Deus Todo Poderoso que me livrasse daquela tragédia. Naquele instante vi tanto ódio nos olhos daquele homem que se não fosse uma efetiva e urgente intervenção divina, nesse momento, eu não estaria escrevendo essa história! Graças ao nosso bom Deus, esse milagre aconteceu!!!

 Repentinamente aquele homem teve um tipo de susto, parou e ficou me olhando como uma espécie de dormência, sem forças para levantar as mãos e terminar o serviço para o qual ele havia sido contratado e também não parecia mais aquela pessoa encharcada de ódio.  Ficou ali, como uma estátua me olhando.

Fui atendida num posto médico e depois voltei à minha casinha para pegar umas peças de roupas, pois a partir daquele dia descobri que a minha vida é preciosa e dentro daquela experiência vivida estava evidente que era muito caro morar naquele lugar. Pela última vez, com a claridade da lua e o brilho das estrelas contemplei meus pés de girassóis ainda em botões. Foi muito triste!

Fiquei morando alguns dias na casa dos meus queridos amigos Pedro e Ketty. O apoio deles e o carinho daquelas crianças maravilhosas que eu tanto amo me serviram de bálsamo para curar tanta dor, tanto desespero e dentro deste abraço forte que estendo agora a todos aqueles que me ajudaram naqueles dias difíceis, coloco também Maruja e Prof. Djairo que eu os amo com amor filial e eterna gratidão e Suzie que um dia olhou para mim e abriu o coração, sem reservas, deixando nascer uma amizade que levaremos para a eternidade.

Tempo depois, fui morar com Dona Odacy, um anjo de criatura aqui nessa terra! Uma senhora de 70 anos com a idade e mente brilhante de uma jovem de 20, apaixonada pela vida! Foram seis meses de convivência extraordinária.

Na verdade, ela me prestou um ato de caridade com grande estilo até eu conseguir vender aquele terreno e dar entrada num apartamento na Rua Luzitana, centro de Campinas-SP.

Contaram-me que aqueles girassóis floriram bastante e que as pessoas que passavam de ônibus ou carro paravam para contemplar.

Até hoje pergunto ao Criador do Universo por que não permitiu que os meus olhos tivessem o privilégio de ver aqueles girassóis florescerem? Meditando agora, eu sei que as repostas não vêm assim com tanta facilidade. Temos que caminhar um pouco mais na estrada da vida para lapidarmos lá dentro, no nosso interior para começarmos a entender as razões e os por quês de certos acontecimentos. O mistério que se mistura com pequenos milagres do cotidiano nos envolve numa dimensão tão grande que muitos esclarecimentos vindos do além se tornam desnecessários.

Além dos Figueiredos e Rezendes, muitas pessoas tentaram me consolar naqueles dias de tormento, uma entre muitas se destacou, o Dr. Celso, que disse uma frase a qual eu vou levar comigo para a eternidade: "Os girassóis não eram seus. Eles pertenciam àqueles que num minuto de milagre enxergaram a sua plantação.  Lembre-se que um dia nos apresentaremos diante do Pai de mãos vazias…. Todas coisas ficam aqui! Só levaremos as histórias que o amor fabricou em nós!"

A partir de então, essas flores simbolizam para mim a coragem, a fé, a cor, o calor, o amor, que na soberania dos mesmos formatos executam uma dança de luz e fé é a festa do bem. Três anos depois desse trágico acontecimento encontrei a minha alma gêmea, Luís que significa luz. Nos casamos exatamente no dia 06/05/2000, numa capela linda toda enfeitada de girassóis, assim como o meu buquê.

Eu acredito em bálsamo depois das dores, em perdão do fundo do coração para fatos inexplicáveis como este vivido em Hortolândia e nos milagres diários.

Numa palestra sobre motivação e liderança o Dr. Jamiro Wanderley falou a respeito da natureza dos girassóis. Como o próprio nome diz, eles giram de acordo com a inclinação do sol, em outras palavras, eles “perseguem a luz”.

Provavelmente essa parte você sabia, mas tem outra que talvez não! Você já se fez essa perguntinha? E nos dias nublados e chuvosos, quando o sol fica totalmente encoberto pelas nuvens, o que acontece? Interessante essa pergunta, não é? Talvez você tenha pensado que a flor de girassol fica murchinha e olhando para baixo. Acertei? Pois é, está errado! Sabe o que acontece? Elas se voltam umas para as outras para dividirem entre si as suas energias. Todos nós queremos essa luz, buscamos essa luz de diversas maneiras: na família, nos amigos, na religião, no trabalho e por aí vai. Mas sempre acontecem os dias nublados, os dias de tristeza, não tem como fugir deles. Nessa hora, a maioria das pessoas fica acabrunhada, de cabeça baixa e as mais fragilizadas, às vezes, ficam até deprimidas. Que tal fazer como os lindos girassóis? Veja os girassóis! Olhe para o lado e perceba que existem pessoas como você, vivendo os mesmos desafios talvez de maneira diferente.

Compartilhe luz, sentimentos e pensamentos! Que hoje você se encante com a beleza perfeita da natureza, que em sua simplicidade, nos dá uma verdadeira aula de como viver melhor e com mais harmonia. E independente do tempo, permaneça com a cabeça erguida olhando para a luz maior, Deus! Ele sempre nos ilumina, mesmo nos dias nublados!